Dicas de como procurar por um(a) Psicólogo(a) de forma segura

Provavelmente, se você está procurando um(a) Psicólogo(a) ou já viveu essa experiência, sabe o desafio que pode ser, a escolha de um(a) profissional para o seu processo de psicoterapia. Mas afinal, qual critério usar na escolha?

Nesse texto, você vai encontrar: dicas sobre como escolher de forma segura um(a) psicólogo(a), ou ao menos diminuir alguns riscos. Somente a indicação feita por alguém é suficiente? Qual abordagem escolher, essa pessoa pode me atender? A especialização do(a) profissional é importante? Empatia importa? 

Vamos as dicas:

Provavelmente, você conhece alguém que fez ou faz terapia, e essa busca por saúde mental, tem aumentado significativamente. E com isso, surgem dúvidas sobre qual critério usar para escolher um(a) psicólogo(a), seja para atendimento presencial ou online. (Atenção, esses não são os únicos critérios para escolha, existem dezenas, mas essa “lista” ficaria enorme)

Por indicação

Receber a indicação de um(a) psicólogo(a), pode parecer um bom começo (e de fato é), mas somente isso, pode não ser o suficiente nessa escolha importante, do SEU/SUA psicoterapeuta, então, veja se os critérios abaixo podem te auxiliar na escolha.

Verificar o registro do(a) Profissional

Eu particularmente chamo essa etapa de PASSO ZERO, por ser muito importante. É nesse passo inicial, que você selecionará profissionais de psicologia com permissão para exercer a prática clínica, e aqueles que não podem, por não estarem com o registro ativo e regular no Conselho Regional de Psicologia. Checar o registro é importante para sua segurança como paciente/cliente (Ao checar se o profissional está inscrito e ativo, você diminui o risco de ser atendida(o) por alguém que talvez, nem possua formação em psicologia ou psicanálise). É o Concelho Regional de Psicologia – CRP, que entre outras atribuições, também fiscaliza a prática do profissional de psicologia, e zela pela observância do código de ética profissional.


Para consultar a inscrição do(a) profissional, você vai precisar do nome completo do(a) psicólogo(a) e o estado onde o profissional atende. Dica; se você entrou no site do profissional ou nas redes sociais a qual o(a) profissional divulga o seu trabalho, de acordo com o Art. 20 do Código de Ética Profissional do Psicólogo (CEPP), deve conter nome completo, atividade e número de registro do profissional.
Por exemplo; meu nome é Ricardo Luis de Pádua, e meu registro é 08/31954. Os dois primeiros números antes da barra, no meu caso 08 diz respeito, ao estado que estou registrado (Paraná). Quer testar para ver como é consultar um(a) profissional para quando precisar? (usa o meu registro como teste. É só clicar ao lado, e você será direcionado) Clica aqui

Caso prefira, pode pesquisar por “cadastro nacional de psicólogas(os) – consultar profissional”.

Qual abordagem escolher?

Existem no mínimo uma dúzia de abordagens dentro da psicologia, e cada uma delas possui características, que resultam em um tipo de processo psicoterapêutico. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a sessão de psicoterapia, a depender da abordagem, não significa “entrar em uma sala, deitar-se em um divã e falar até terminar seu horário”. Vou falar de duas abordagens que fazem parte da minha prática clínica; Análise do Comportamento e da Terapia de Aceitação e Compromisso, são psicoterapias baseadas em evidências (são abordagens que apresentam evidência empírica de sua eficácia, cientificamente comprovada) e são as abordagens que realizei e realizo minha especialização.

Uma dica para quem está buscando psicoterapia pela primeira vez, PERGUNTE, não fique com dúvidas; se for importante para você, pergunte ao profissional como são as sessões, ou o que acontece nas sessões etc. Sempre que possível, eu procuro tornar as sessões interativas, que possibilitem a troca entre mim e meus pacientes, buscando sempre tornar o contexto terapêutico o mais prático possível, de acordo com a disponibilidade e necessidade de cada cliente (isso também tem relação com o MEU estilo terapêutico, e cada profissional desenvolve o seu estilo, alguns falam mais, outros menos, outros fazem atividades práticas etc. Mas atenção, sempre em conformidade com o Código de Ética do Profissional de Psicologia). A Terapia de Aceitação e Compromisso trabalha com metáforas, que auxiliam a visualizar aquilo que é trabalhado em sessão, através de uma perspectiva mais prática, buscando paralelos com o dia a dia de cada paciente, e como é possível vivenciar a melhora terapêutica no contexto do cliente, onde tudo acontece.

O processo de psicoterapia é vivencial, e possibilita o cliente entrar em contato com aquilo que está acontecendo com ele durante as sessões (é vivencial pois aprendemos a entrar em contato com nossos pensamentos, sentimentos e sensações, que muitas vezes podem trazer sofrimento, da mesma forma que pode trazer alegria, alívio, aceitação, esperança etc. Ou seja, vivencial). E, a sessão é o “lugar seguro do paciente” para aprender a identificar e expressar aquilo que acontece nele, e a através dele na sessão e no seu dia a dia.

Minha intenção não é dizer qual abordagem é certa ou errada, pois nada é “pior” ou “inútil” a priori. São critérios, que eu uso ao buscar um(a) psicólogo(a) (sim, psicólogos(as) também fazem terapia). Tendo em vista, que a psicologia é uma ciência, então EU busco por psicoterapia baseada em evidências. Você pode pesquisar no Google por psicologia baseada em evidências.

A especialização do profissional

Pesquisar se o(a) profissional possui uma especialização é importante, entretanto, além da especialização você pode pesquisar se o profissional atende a demanda que você procura, ou seja, se você está buscando um(a) profissional que trabalhe com relacionamentos, talvez procurar por um profissional com especialização, porém que trabalhe com crianças, seja pouco eficaz para a sua demanda. São públicos e demandas distintas, e dificilmente um(a) profissional conseguirá acompanhar o desenvolvimento científico da sua abordagem, se ele(a) trabalhar com todas as áreas/públicos.

Empatia entre cliente e profissional

Isso é importante? CLARO! Eu costumo dizer aos pacientes, que é importante dar “match” entre cliente e profissional.Afinal, o(a) cliente/paciente já estará em contato com assuntos pessoais, que podem trazer lembranças, sentimentos, pensamentos, emoções e até mesmo sofrimento em alguns momentos. Então é imprescindível que haja empatia, pois o vínculo entre cliente e profissional é importante para o processo psicoterapêutico.

Mas atenção, lembre-se que estamos falando de um processo de psicoterapia, seja realista e honesto consigo mesmo, a psicoterapia é um processo, assim como foi o processo para você perceber a sua queixa e buscar ajuda. Então não será em 3 sessões que sua vida mudará, e que você conseguirá dizer se o profissional te auxiliou ou não. Tenha paciência consigo e com seu processo. E se você já passou por outro(a) psicoterapeuta e não gostou, ou achou que não funcionou, que tal tirar essa armadura e dar abertura a você mesmo para talvez vivenciar algo diferente? Seja gentil consigo!

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